Como você escreve a sua história?

Como você escreve a sua história?

Em meados dos anos 30, um húngaro chamado Lázsló Biró trabalhava como revisor de um jornal em Budapeste, na Hungria. Ele levava seu trabalho a sério, mas não aguentava mais os acidentes com sua caneta-tinteiro.

Certo dia, enquanto andava pelos corredores da gráfica onde os jornais eram impressos, ele passou por uma imprensa rotativa e notou como elas funcionavam: um cilindro com os caracteres gravados se empapava de tinta, girava e imprimia o texto na folha de papel. Essa cena foi suficiente para dar o click na cabeça daquele velho revisor.

Eu não estava lá, mas com certeza ele pensou algo como “Hmmm… Eu poderia usar um mecanismo assim para criar uma caneta mais prática.”

E, assim, com a ajuda de seu irmão e um amigo, ele produziu um pequeno tubo e encaixou uma bolinha de aço na ponta. Em contato com uma superfície, a bolinha girava trazendo a tinta do reservatório para a extremidade. Nascia a caneta esferográfica.

Lázslo Biró, com perdão do trocadilho, escrevia seu nome na história da escrita. Outra curiosidade é que, apesar de ele ter inventado a caneta na Hungria, a ideia só foi patenteada na Argentina, para onde ele fugiu do Nazismo crescente na Europa.

Alguns anos mais tarde, Biró vendeu por U$ 2 milhões, a patente para um francês chamado Marcel Bich, que resolveu produzir e vender a caneta mais vendida do mundo todo: a Bic Cristal.

E o que a gente quer dizer com essa história? Duas coisinhas:

1 – Se você tem alguma dificuldade no seu trabalho, talvez a inspiração esteja bem ao seu redor.

2 – Se você tem uma grande ideia, um bom parceiro pode fazê-la ganhar proporções inimagináveis.

Créditos/Foto: Unsplash | Kelly Sikkema

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