Sucesso pela contramão

Sucesso pela contramão

Seguir regras preestabelecidas é o caminho mais certeiro para o sucesso. Afinal, se os padrões existem é porque já foram validados por experiências anteriores e, por isso, levam mais facilmente ao êxito. Certo?

Errado! Para o consultor Renato Grinberg, os maiores avanços e conquistas são alcançados por aqueles que trafegam na contramão.  Questionar padrões e quebrar regras são atitudes comuns a quem tem sucesso. Essa é a ideia central de “Atitudes Extraordinárias”, seu novo livro, lançado recentemente.

Renato também é autor do best-seller “A Estratégia do Olho de Tigre”, entre outros destaques editoriais na área corporativa. Ele respondeu a algumas perguntas da Albert House sobre seu novo livro, que explora uma tese que muito nos interessa e na qual acreditamos: a quebra de padrões é o caminho para a inovação e o sucesso. 

AH: No livro “Atitudes Extraordinárias”, você aponta como um traço comum a profissionais e empresas de sucesso a coragem para desafiar conceitos preestabelecidos. Mas o que fazer quando todo o entorno é avesso a mudanças?

RG: Na maioria das vezes, as pessoas são avessas a mudanças. Portanto, deve-se introduzir conceitos inovadores ou que desafiam o status quo aos poucos. Existe um conceito chamado “pequenas vitórias”. Essas pequenas vitórias somadas podem se tornar uma verdadeira revolução.

AH: É mais fácil desafiar o status quo numa posição de liderança? 

RG: Sim. Em uma posição de liderança, desafiar conceitos predeterminados é mais natural porque as pessoas tenderão a segui-lo. Porém, isso não garante sucesso, porque também será necessário bastante esforço de persuasão.

AH: A pandemia de Covid acelerou o prazo de validade de práticas dominantes até então. Você acha que está havendo um incremento nos padrões antigos ou uma mudança disruptiva, em que muito pouco de antes será mantido?

RG: Para algumas empresas, o ritmo de inovação já era extremamente rápido e a pandemia somente validou a necessidade dessa velocidade. Elon Musk (CEO da Tesla Motors) já dizia muito antes da pandemia que se suas empresas não estivessem cometendo erros era algo preocupante, pois significava que não estavam inovando. Esse é o espírito.

AH: Você cita entre os 10 princípios para atitudes extraordinárias “redefinir o conceito de proatividade”, ou seja, saber quando agir. Este momento, quando está havendo um turbilhão de mudanças, pede ação ou cautela e inação?

RG: O momento pede mais do que nunca observação e ação. O problema da “proatividade” mal-empregada é fazer justamente o contrário: agir e depois observar. 

AH: Entre os 10 princípios citados no livro, quais você destacaria como os principais para atravessarmos este momento de forma bem-sucedida?

RG: Todos (risos). Na verdade, existiam mais princípios que eu iria colocar no livro, mas cheguei aos 10 mais importantes. De qualquer maneira, para os líderes, se eu fosse destacar um princípio apenas, seria o da importância de se tornar desnecessário (segundo esse princípio, um bom líder não cria cópias de si mesmo, mas sim outros líderes que possam trabalhar de maneira independente).

AH: Quais os perfis de empresas que vão atravessar melhor este momento histórico “extraordinário” que estamos vivendo? Dá para tirar proveito do atual cenário de incertezas? 

RG: Justamente as empresas que enxergam oportunidades nas crises. Como naquele velho ditado que diz: “enquanto alguns choram outros vendem lenços”.

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