Intraempreendedorismo: uma força-tarefa para a inovação

Intraempreendedorismo: uma força-tarefa para a inovação

Um provérbio africano diz que é necessária uma aldeia inteira para  educar uma criança. Parodiando essa sabedoria popular, podemos dizer que é preciso uma aldeia inteira para manter uma empresa saudável e competitiva no mercado automatizado de hoje, em constante transformação e com desafios de todas as ordens – mais recentemente, até na saúde pública, com a pandemia do coronavírus afetando diretamente a economia. 

Aldeia, no segundo caso, tem sentido figurado. Na verdade, deve ser entendida como um time de profissionais que somam suas competências, habilidades, conhecimentos e talentos para transformar e fortalecer uma empresa diante das mudanças e incertezas do mercado. 

Mais que isso: um time que pensa e age como dono do negócio, colocando sua criatividade, ousadia e experiência à serviço da inovação. E que assume riscos, sem medo de errar: pelo contrário, tira proveito de cada erro para fazer ajustes no plano de ação, de forma a dar saltos maiores e mais consistentes. Essa atitude e conduta profissional é chamada de intraempreendedorismo. 

O intraempreendedor – ou intrapreneur, em inglês – toma como ponto de partida a empresa em si, sua estrutura interna, operações, atividade-fim, êxitos e deficiências, e possíveis lacunas ou necessidades de reestruturação para entrar em sintonia com as demandas e realidade do mercado. Empreende em cima de algo que já existe, com olhar estratégico, sem menosprezar o operacional. Compromete-se de fato com o negócio. Coloca-se na posição de dono da empresa, compartilhando dores e riscos, para colher frutos adiante. 

Essa é uma postura desejada hoje no mercado corporativo, da parte de qualquer profissional contratado individualmente, devido ao valor que pode agregar internamente. O que dizer, então, dos possíveis resultados obtidos por um time de múltiplas competências e talentos, que tenha ação intraempreendedora numa determinada empresa? O potencial de transformação aumenta significativamente, podendo gerar resultados muito mais efetivos, em menor espaço de tempo. 

Não é à toa que crowdsourcing (crowd, de multidão, e source, de recurso) tornou-se um termo recorrente. A complexidade do mercado corporativo e a ampla gama de escolhas possíveis passou a exigir soluções colaborativas e, antes disso, uma inteligência coletiva para se chegar a elas. Uma forca-tarefa intraempreendedora, com pé no chão, mas mente aberta para voar alto, é o melhor caminho para transformar ideias em soluções, projetos em inovação.  

Roberta Sampaio, diretora de Comunicação da Albert House. 

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